Saiba mais sobre o Reiki

com o instrutor Eduardo Isaac

O que é o Reiki e como ele ajudou a transformar minha vida

artigo por Eduardo Isaac

No início de 2010, quando uma amiga me convidou a fazer o curso de nível 1 em Reiki, eu não tinha a menor ideia do que se tratava. Seria uma filosofia? Seria uma religião? Seria uma técnica? Mesmo sem saber o que aquilo significava, senti-me atraído pela possibilidade de aprender sobre tal “Energia” que nos cerca. Eu estava passando por vários desafios internamente e estava aberto ao que talvez pudesse me ajudar a trazer reequilíbrio emocional, aumentar o meu ânimo que andava quase nulo, reduzir minha elevada ansiedade que já tinha rendido uma crise, e me ajudar a lidar com um início de depressão que tornava o levantar cedo todos os dias, para ir ao trabalho, extremamente difícil. Eu também queria me conhecer mais e quem sabe encontrar algum propósito e uma vida mais significativa. Nesse contexto, respondi afirmativamente ao convite e somente depois fui procurar saber mais sobre o que era aquilo.

Após fazer o curso inicial de Reiki e realizar algumas pesquisas superficiais, juntando uma informação daqui outra dali, consegui construir uma ideia de definição inicial: uma Prática Integrativa e Complementar em Saúde (PICS) que promove relaxamento, equilíbrio e bem-estar, através da imposição das mãos e outras técnicas, utilizando a Energia Universal e contribuindo, assim, para a saúde em sua Integralidade. Mas, ao longo de minha formação, cada vez que me aprofundava, essa definição já não abrangia todos os aspectos e possibilidades do Reiki. Mesmo hoje, como Mestre Reiki, continuo aprendendo e me surpreendendo com frequência. Aliás, um dos grandes aprendizados que obtive é que, quando você julga saber tudo sobre algo, você já está fechando as portas para todo avanço possível. Isso é o famoso “copo cheio”. Mesmo tendo terminado a formação convencional no Reiki, continuo sendo aluno e fazendo cursos com frequência para me aprimorar. Como instrutor, considero que devo ser sempre um aprendiz, para melhorar meus cursos, meus atendimentos terapêuticos, meu entendimento sobre a área e avançar em meu treinamento pessoal.

Com o passar do tempo ficou mais claro para mim que o Reiki estava muito além de ser somente uma técnica de imposição de mãos. O Reiki é um método que abrange dezenas de técnicas que você pode aplicar em si mesmo ou em outras pessoas. Ele também abrange o treinamento da mente, através da prática meditativa e mediante a recitação e contemplação dos Gokai - os cinco princípios do Reiki - para desenvolvermos uma perspectiva saudável sobre a vida, sobre nós mesmos e nossas relações. Tudo isso traz um grande potencial de transformação pessoal e pode ser estudado por pessoas de qualquer orientação religiosa, estimulando o autoconhecimento e fortalecendo a cada um na sua jornada individual. Aos poucos, o Reiki tornou-se, para mim e para muitos, um caminho de harmonia interior, aprimoramento contínuo, bem-estar e felicidade.

Muitos praticantes de Reiki, costumam replicar exatamente aquilo que aprendem nos seus cursos, sem espaço para questionamento. Eu recomendo a todos meus alunos que avaliem até o que eu estou dizendo e se sintam livres para mergulhar no universo da pesquisa, reflexão e abertura a outras perspectivas. Acredito muito em dois pilares que devem embasar nossa jornada: empoderamento e autonomia.  Nossas certezas de hoje, podem ser ultrapassadas e abandonadas amanhã, por nós mesmos, frente a novas experiências e aprendizados.

O Reiki pode ser apresentado como um dos procedimentos no rol das Práticas Integrativas e Complementares (PICS), uma vez que o termo “Terapia Alternativa” caiu em desuso. Por algum tempo utilizou-se as expressões “Medicina Alternativa”, “Terapia Alternativa”, dentre outras nessa mesma linha, que indicavam, na década de 60, um movimento de oposição a um modelo de saúde com forte tendência a medicalização da sociedade e com relação íntima com grandes corporações que objetivam lucro. No entanto, o termo alternativo não é indicado, pois propaga uma noção de que podemos substituir uma opção por outra, no caso a medicina convencional por outras práticas. É um modelo “um ou outro”. Já a expressão “Prática Integrativa e Complementar em Saúde”, adotada atualmente nas políticas públicas brasileiras, pode ser utilizada com mais acerto, o que justificamos refletindo sobre cada parte da mesma. Vejamos:

 

PRÁTICA: o Reiki, bem como as demais PICS (entre elas, Yoga, Medicina Tradicional Chinesa e Medicina Ayurvédica) não devem ser referidas como técnicas, mas como práticas, compostas por vários procedimentos, teoria e recursos próprios para o favorecimento da saúde, advindos de tradições de diferentes povos – alguns remontando a várias décadas; outros, a milênios.

 

INTEGRATIVA: refere-se a uma visão integral sobre o ser humano, o qual não mais é visto como unicamente um corpo material palpável, mas um ser composto por vários aspectos e dimensões interdependentes que se influenciam mutuamente para saúde ou desequilíbrio. O conceito de holístico também abarca o mesmo sentido: uma visão sobre a totalidade e relação entre as partes, entre aspectos sociais, psíquicos, biológicos, energéticos e espirituais. Diferentes abordagens podem se integrar para a promoção do bem estar global.

 

COMPLEMENTAR: o grande mérito das PICS é ampliar a visão sobre o ser humano, complementando os recursos convencionais ocidentais, em parceria, seja na prevenção, seja na recuperação da saúde, podemos expandir o bem-estar humano, geralmente com custo reduzido significativamente para a população e para gestores de serviços de saúde.

 

Segundo a Política Nacional das Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), as PICS compreendem sistemas e recursos envolvendo abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúde-doença e a promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado.

De acordo com a Portaria do Ministério da Saúde nº 145, de 11 de janeiro de 2017, uma sessão de Reiki consiste na prática de imposição de mãos que usa a aproximação ou o toque sobre o corpo do sujeito com a finalidade de estimular os mecanismos naturais de recuperação da saúde, podendo esta sessão ser recebida por pessoas de ambos os sexos, sem idade mínima ou máxima.

Essa definição dada pela Portaria MS nº 145/2017 tem grande mérito em dois aspectos. Primeiramente, ao citar o estímulo aos mecanismos naturais de recuperação da saúde, segue uma linha que está em acordo com nossa visão pelo que explico a seguir. Particularmente, entendo que o Reiki não cura doenças, mas propicia um favorecimento dos recursos naturais que o indivíduo já possui para o enfrentamento das adversidades e reequilíbrio do corpo e da mente. Acredito que, atualmente, não se pode mais negar o poder que cada indivíduo tem para influir em sua saúde ou doença. O efeito placebo, por exemplo, nos revela uma ampla gama de possibilidades e recursos internos que o nosso próprio Ser dispõe para se auto organizar. Antes de utilizá-lo como argumento para invalidar questões, deveríamos estuda-lo mais para conhecer o que na verdade são potenciais incríveis. Sabemos que os pacientes podem ter uma recuperação com ritmo diferente conforme seus estados íntimos, e mesmo nosso sistema imunológico tende a responder de modo diverso conforme nosso padrão emocional.  Tenho notado ao longo de mais de 10 anos de prática, tendo realizado milhares de atendimentos e formado milhares de alunos, que receber uma sessão de Reiki, dentre vários aspectos benefícios, estimula nosso equilíbrio emocional, favorece nossa resiliência, nosso autoconhecimento e florescimento pessoal.

O segundo aspecto é que não se enfatiza a doença, mas sim, a saúde. Vejo um grande paralelo do conceito de saúde atual com uma visão sobre o Reiki que data de seus primeiros anos de fundação. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de afecções ou enfermidades” [1]. Um memorial que está ao lado do túmulo do Usui Sensei, o sistematizador do Reiki, diz que:

 

O objetivo principal do Reiki não é só curar doenças, mas também promover o fortalecimento de talentos naturais já existentes, o equilíbrio da mente, a saúde do corpo e, com isso a conquista da felicidade (Petter, 2013, p. 67).

 

Essa última descrição provém diretamente de alunos e instrutores que conviveram e se formaram com Usui Sensei, que funda o método no ano de 1922, no Japão.

Talvez o único problema da referida portaria seja um reducionismo muito comum no Ocidente: reduzir o Reiki, que é um sistema de muitos recursos e princípios, a uma de suas técnicas: a imposição de mãos. Quem tem essa ideia, pode começar a expandir seu entendimento sobre a diversidade do Reiki desde suas origens a partir de Usui Sensei, com o curso de Técnicas Tradicionais Japonesas de Reiki, por exemplo.

Retomando agora as questões do início desse artigo, sobre minhas dificuldades internas. Enfim, qual foi o resultado do meu contato com o Reiki? É impossível explicar tudo que o Reiki me proporcionou. Em um resumo muito falho: uma vida de mais autoconhecimento, paz, contentamento, equilíbrio, gratidão, propósito, saúde, ou seja, bem estar em todos os aspectos. Me encantei tanto que hoje o Reiki permeia minha vida, através dos dezenas de cursos ministrados todo ano, milhares de atendimentos anuais, particulares ou voluntários, palestras e, sobretudo, vivendo o meu dia-a-dia a partir de uma perspetiva mais significativa e saudável. Se você ainda não conhece, descubra o Reiki através de um curso ou uma sessão. Se você já conhece, se aprofunde e coloque em prática com constância, só assim irá usufruir de cada vez mais resultados e benefícios.

Sou muito grato a todos que já cruzaram meu caminho e aqueles que ainda chegarão. Que possamos aprender juntos e nos apoiarmos nessa trajetória rumo à felicidade e à descoberta de nós mesmos.

Finalizo esse breve compartilhamento, com uma aspiração:

"Que todos os seres sejam felizes,

Que todos os seres estejam livres do sofrimento e

das causas do sofrimento,

Que todos os seres se conectem com seu propósito e

se movam através do Amor."

 

[1] No original em inglês: Health is a state of complete physical, mental and social well-being and not merely the absence of disease or infirmity. Disponível em: http://www.who.int/about/mission/en/

Os cinco princípios do Reiki (GOKAI) e dicas para o autoconhecimento e bem estar

artigo por Eduardo Isaac

Você já ouviu falar sobre os cinco princípios do Reiki e como eles podem nos ajudar em nossa vida cotidiana? Nesse texto vou comentar com você sobre esse importante tema que, infelizmente, muitos reikianos não conhecem bem. Também fornecerei várias dicas de como poderá aplicar isso em sua vida, seja você praticante ou não.

 

Será que o Reiki serve apenas para aliviarmos sintomas e auxiliar a tratar doenças? Não. O Reiki é um caminho de aprimoramento contínuo e promoção de bem-estar do indivíduo em sua integralidade, ajudando-o a ter mais autoconhecimento, harmonia emocional, desenvolvimento pessoal e muito mais. Portanto podemos nos beneficiar tanto na recuperação, quanto na prevenção de desequilíbrios.

 

Atualmente já é bem aceita a ideia de que muitos de nossos sintomas e doenças tem íntima relação com...

7 dicas para quem quer ser Instrutor de Reiki

artigo por Eduardo Isaac

Os instrutores de Reiki são comumente chamados no ocidente de Mestres Reiki ou Reiki Masters. O termo original em Japonês para denominar esse instrutor é Shihan.

Após viver o Reiki intensamente por mais de uma década, tendo coordenado inúmeros projetos que somados já realizaram mais de 10.000 atendimentos de Reiki além de ter formado mais de 1.200 pessoas nessa belíssima tradição, gostaria de compartilhar algumas reflexões sobre a formação de reikianos e instrutores. Ressalto que é apenas uma perspectiva pessoal, baseada nos meus estudos em diferentes abordagens. Ela está em constante revisão e aprimoramento.

Primeiro, o Reiki não é uma técnica e também não é imposição de mãos. Vejamos o que está gravado ao lado do túmulo de Usui Sensei, fundador do método e falecido em 1926...

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Cursos oferecidos

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  • Reiki Nível 2

  • Reiki Nível 3A

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  • Técnicas Tradicionais Japonesas de Reiki

  • Chacras e Corpos Sutis

  • Retiro Reiki de Formação e Vivências de Autoconhecimento

  • Formação Completa de Terapeuta Reiki

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"A experiência foi extremamente positiva e gratificante. O curso de Reiki me ajudou muito em questão de autoconhecimento e melhora da ansiedade/bem estar emocional, além de me permitir ajudar outras pessoas."

Anna Beatriz Machado Vercesi

Depoimentos

"O Reiki tornou meu caminho nesta vida mais tranquilo. Quando fiz o nível 1 estava grávida da minha filha e ela nasceu com uma calmaria...voltei para o curso de Reiki para ser mestre de mim mesma e foi muito interessante como tudo que aconteceu lá mostrava que o caminho que eu estava prestes a me destinar, era o que eu deveria seguir mesmo. Não me reconheço sem o reiki em minha vida."

Dayene Cassia de Paula Soares

Sobre o Instrutor Eduardo Isaac

Terapeuta Holístico e Instrutor de Reiki e Radiestesia do IPIS - Instituto de Práticas Integrativas em Saúde. Formou presencialmente mais de 1000 alunos nos diferentes níveis de Reiki. Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos. Especialista em Docência. Coordenador do Núcleo de Reiki da Associação dos Terapeutas e Esteticistas de Minas Gerais. Formado em Reiki Usui Shiki Ryoho, Reiki Usui e Tibetano, Jikiden Reiki, Karuna Reiki (TM) e Técnicas Tradicionais Japonesas de Reiki com Frank Arjava Petter. Facilitador de Mindfulness e Harmonia Emocional (Kindfulness). Além do Reiki, possui formação em diversas Práticas Integrativas. Coordena projetos de formação e voluntariado nessa área há 10 anos.

"A imposição de mãos com a canalização das energias naturais é um dos procedimentos mais conhecidos do Reiki, porém é só uma parte desse vasto caminho, cujo objetivo final é nos proporcionar paz, saúde e felicidade. O Reiki também independe de crenças, e qualquer que seja o caminho espiritual que o praticante siga, o Reiki apenas favorece seu desenvolvimento e harmonia pessoal, bem como amplia as possibilidades de ajudar as pessoas."

Eduardo Isaac

 

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